19 de jan de 2010

Lugar Comum

Vou usar e abusar do chavão:
Fazer todo um poema de rimas
Desgastadas, cansadas, cretinas.
Vou rimar “coração” e “paixão”.

Vou usar só palavras banais,
Desfiar rimas burras e pobres
Até que nenhuma mais sobre
No meu velho e surrado Houaiss.

Vou fazer construções qualquer-nota,
E usar, sem ter medo nenhum,
Um milhão de lugares comuns
E as hipérboles mais idiotas.

Não faz mal se for tudo clichê,
Pois no fim resta salvo o poema
Se tiver algo raro por tema
E esse algo, meu bem, for você.

7 comentários:

Adriana disse...

muito bom !

Lucia Czer disse...

Allan, já sou tua fã de "carteirinha", mas com esse poema, tu arrasaste. Vixe, que coisa linda! Eu amei. Quanta sensibilidade, quanta criatividade... Talento ímpar!

Cel Bentin disse...

uuuuuuuuuuuuui!

uma lembrança esquecida sobre o que pode ser bem o endereço dum abençoado 'lugar comum': aquela porção de tempo e espaço que é bem compartilhado, feito a chave desse teu textin aqui! bela, sir vidiga!

Cel Bentin disse...

p.s. é o bendito "comum-de-dois", ou 'conjugadin' rs

eliane disse...

Já comentei em outro blog ! Interessante , agradável , sensual ! E bem humorado ...

jhamiltonbrito..blogspot.com disse...

O que, carinha. Nesse você matou a pau. Parabéns.
Gostaria eu de tê-lo escrito.

jhamiltonbrito..blogspot.com disse...

Sem pedir permissão postei essa poesia no blog do:
grupo experimental da academia araçatubense de letras, do qual a sua tia é uma das orientadoras.Evidentemente que o seu crédito está la.
Fi-lo não pq qui-lo mas imposto pelo fato de que achei bonita a poesia. Merece se divulgada...dai, porque fi-lo (cacete).