15 de ago de 2010

Tudo

Não te vou comparar às estrelas,
nem ao fresco do sereno,
à luz limpa da lua cheia;
qualquer uma dessas coisas
por si só é mesquinha e pequena.
(és a noite)

E não vou dizer de ti que és minha
e, quando não mais o fores,
jamais pensarei, “a tinha”.
Quem, afinal, poderia
– sendo um só – para si ter-te toda?
(és a vida)

E sequer julgarei que és apenas
a mulher que me chama de amado.
Quem sou eu para impor-te cadeias?
Não és só quem me abraça no escuro,
nem somente quem dorme ao meu lado.
(és-me tudo)

2 comentários:

Lúcia Gönczy disse...

Sócio,

seu Blog tá maravilhoso, de fato. um verdadeiro "cerol".
beijão

Lúcia

Marcelo Novaes disse...

Allan,



Este é um belo poema romântico!


:)




Abração.